Por que escrevo então? Porque, pregador que sou da renúncia, não aprendi
ainda a executá-la plenamente. Não aprendi a abdicar da tendência para o
verso e a prosa. Tenho de escrever como cumprindo um castigo. E o maior
castigo é o de saber que o que escrevo resulta inteiramente fútil,
falhado e incerto.
Fernando Pessoa